Entre. Você já chegou inteira.




Talvez você tenha chegado aqui num intervalo do dia, entre uma tarefa e outra, entre uma mensagem respondida e outra ainda esperando. Talvez com o café do lado, a cabeça cheia e aquela sensação de que sempre existe mais alguma coisa para resolver.

Talvez você esteja bem. Talvez esteja feliz. Talvez esteja cansada sem ter percebido direito. Talvez esteja recomeçando, construindo, descansando ou tentando entender quem você é agora.

Seja como for, seja bem-vinda.

Você não precisa chegar aqui de um jeito específico. Não precisa estar forte, nem fragilizada. Não precisa estar com a vida em ordem, nem procurando uma grande transformação. Pode chegar exatamente como está.


Você não precisa se tornar inteira

Talvez esse seja um bom lugar para explicar o nome deste espaço.

Ella por Inteiro não nasceu da ideia de que existe uma mulher incompleta esperando ser consertada. Muito pelo contrário.

Às vezes a gente se sente quebrada, meio em pedaços, como se algumas partes tivessem ficado pelo caminho depois de tudo o que viveu. Eu também me sinto assim às vezes.

Mas estar em pedaços e deixar de ser inteira não são a mesma coisa.

Algumas partes podem estar cansadas. Outras machucadas. Algumas ficaram quietas por tanto tempo que talvez você quase tenha esquecido que estavam ali. Mas continuam sendo suas.

Você não precisa se recompor antes de merecer um lugar para sentar. Você continua inteira, mesmo nos dias em que não se sente assim.


Aqui cabe a mulher que você é hoje

Você pode ser mãe ou não. Pode estar apaixonada, separada, casada há anos ou aprendendo a gostar da própria companhia. Pode estar começando uma carreira, mudando completamente de caminho ou apenas querendo que o trabalho ocupe um pouco menos da sua vida.

Pode amar maquiagem, roupas e flores. Pode não ligar para nada disso. Pode querer dinheiro, liberdade, uma casa bonita, viagens, paz, reconhecimento, silêncio. Pode querer tudo isso junto.

Pode mudar de ideia.

Pode começar de novo aos vinte, aos quarenta, aos sessenta.

Aqui não existe uma versão correta de mulher. Existe você e a vida que está vivendo agora.


Eu também estou aqui no meio

Talvez seja importante dizer isso logo no começo: eu não estou aqui para te ensinar a viver.

Não tenho uma fórmula para ser mulher e certamente não descobri o segredo de uma vida perfeitamente equilibrada. Também me confundo, me canso, mudo de ideia. Também tenho coisas que precisei reconstruir e outras que talvez ainda esteja reconstruindo.

Então eu não quero falar com você de um lugar de quem “chegou lá”. Quero falar daqui, do mesmo lado da vida.

Quero dividir coisas que aprendi, coisas que ainda estou tentando entender, experiências, descobertas, perguntas e até aquilo que não funcionou. Às vezes você vai concordar comigo. Às vezes não. E eu gosto disso.

Porque o Ella não foi criado para dizer às mulheres como devem viver. Foi criado para a gente poder pensar sobre a vida com mais honestidade, leveza e liberdade.


Sobre tudo aquilo que também faz parte de nós

Por aqui vamos conversar sobre amor, relacionamentos, dinheiro, maternidade, casa, trabalho, corpo, beleza, envelhecimento, amizades, recomeços, sonhos e autonomia.

Sobre coisas profundas e também sobre coisas deliciosamente comuns.

Porque uma vida inteira não é feita apenas de feridas e superações. Também quero falar sobre prazer. Sobre deixar a casa mais gostosa, sentir-se bonita porque deu vontade, ganhar dinheiro e sentir segurança, começar um projeto, viajar, aprender alguma coisa nova, comprar flores sem ocasião especial, ter uma tarde tranquila, rir de alguma coisa idiota, querer mais ou perceber que, naquele momento, quer menos.

Você é muito mais do que aquilo que precisou superar.


E eu quero ouvir você também

Eu vou escrever bastante por aqui, mas não quero que essa seja uma conversa de uma pessoa só.

Se algum texto te fizer pensar, lembrar de alguma coisa, concordar, discordar ou simplesmente querer dizer “eu também”, me conta nos comentários.

Não precisa escrever bonito. Pode ser uma experiência, uma pergunta, uma frase.

Às vezes uma mulher conta algo e outra percebe que não era a única. Às vezes você vai me mostrar um jeito de enxergar uma coisa que eu nunca tinha considerado. E é exatamente isso que eu quero.

Eu não quero construir este lugar falando para mulheres. Quero construir falando com mulheres.

Então, entre

Não precisa conhecer tudo hoje. Escolha um texto que chamou sua atenção, leia devagar e volte quando quiser.

Talvez você encontre aqui uma resposta. Talvez encontre uma pergunta melhor. Talvez encontre apenas companhia por alguns minutos. Também serve.

Você não precisa se recompor antes de entrar. Não precisa chegar pronta. Nem inteira do jeito que ensinaram que uma mulher inteira deveria ser.

Você já chegou e que bom que você chegou!.

Entre, sente-se. Tem lugar para você aqui. 


Com carinho, Ju


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